1. SEES 14.8.13

1. VEJA.COM
2. CARTA AO LEITOR  H INDCIOS, MAS NO PROVAS
3. ENTREVISTA  MARCUS VINICIUS COLHO  O CRIME NO PODE COMPENSAR
4. LYA LUFT  UM HUMANISMO MAIS HUMANO
5. LEITOR
6. BLOGOSFERA
7. EINSTEIN SADE  A VOZ DO PACIENTE

1. VEJA.COM
EDITADO POR KTIA PERIN kperin@abril.com.br

O CONTROLE DAS LEMBRANAS
Como no filme Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranas, a cincia est perto de fazer com que uma pessoa, assim como a personagem Clementine (Kate Winslet), esquea a dor do fim de um relacionamento, ou apague outras lembranas indesejadas. Protenas que atuam no crebro tm o poder de impedir que uma memria seja acessada  e alguns medicamentos prometem induzir a produo dessas substncias. Mas isso no mudaria nossa personalidade? Reportagem no site de VEJA ouviu pesquisadores envolvidos nos estudos avanados da memria. "At mesmo as lembranas indesejadas fazem parte do que somos, e muitas vezes nos impedem de repetir erros", diz Daniela Schiller, professora da Escola de Medicina Mount Sinai, em Nova York.

VEJA LANA RANKING DE SEGUNDA TELA
O hbito de comentar programas de TV na internet deixou de ser brincadeira. O site de VEJA lana, em parceria com a empresa especializada TV Square, o ranking de novelas, seriados, telejornais e infantis mais discutidos nas redes. Leia ainda reportagem que mostra como o SBT investiu nas redes sociais e ampliou a repercusso de seus programas.

 LADRES DE STATUS
Entre outubro de 2008 e agosto de 2009, ladres invadiram manses de gente como Paris Hilton e Lindsay Lohan, em Los Angeles, levando mais de 3 milhes de dlares em roupas, sapatos e jias. Os roubos foram praticados por sete adolescentes de classe mdia obcecados pelo desejo de se vestir como seus dolos. A histria da gangue, que ficou conhecida como Bling Ring, chega ao cinema no filme Bling Ring: a Gangue de Hollywood, dirigido por Sofia Coppola. Leia no site de VEJA entrevista com Nancy Jo Sales, que trouxe o caso  tona em 2010, participou da roteirizao do filme e acaba de lanar um livro  j na lista dos mais vendidos no pas.

JOGO DO MENSALO
O STF retoma em 14 de agosto o julgamento do mensalo. Nesta fase, os ministros analisam os recursos apresentados pela defesa dos condenados. Com a corte completa, o Supremo ouvir pela primeira vez os ministros Teori Zavascki e Lus Roberto Barroso, que no participaram dos debates sobre o mensalo at agora. A opinio dos dois magistrados  a principal esperana dos mensaleiros. Infogrfico no site de VEJA explica quais so os passos finais do julgamento. 


2. CARTA AO LEITOR  H INDCIOS, MAS NO PROVAS
     Uma reportagem desta edio de VEJA explica como o Brasil entrou no mapa do enrosco internacional da multinacional alem Siemens, cuja liderana confessou ter pago propinas para vencer licitaes em cerca de 300 projetos estatais de duas dezenas de pases. Pelo padro de sua atuao internacional nos ltimos dez anos,  ingnuo assumir que a Siemens tenha se portado no Brasil de maneira absolutamente limpa. A empresa alem fez negcios com sucessivos governos tucanos de So Paulo, com governantes de outros partidos em diferentes estados brasileiros e com a Itaipu Binacional. A reportagem de VEJA mostra que h motivos, sim, para desconfiar da lisura dos negcios da Siemens com os tucanos de So Paulo, mas ressalta que as investigaes oficiais no produziram ainda provas ou acusaes diretas de improbidade. 
     As investigaes esto em curso e espera-se que esclaream cabalmente se o dinheiro pblico foi gasto em volume indevido em consequncia da cartelizao admitida pela Siemens e, principalmente, se o sobrepreo virou dinheiro de corrupo. A apurao no Brasil vem sendo feita pelo Cade, pela Polcia Federal e pelo Ministrio Pblico. At agora, infelizmente, ela produziu mais calor do que luz. 
     A esta altura, porm, no h como esquecer que o PR, o PTB, o PMDB e, claro, o PT acostumaram o Brasil a um padro de escndalos to abundantes em provas e com enredo to ousado quanto primrio que  quase impossvel ser igualado. So dlares na cueca, manso cheia de prostitutas em Braslia, Land Rover, jatinhos, governo paralelo montado em quartos de hotel, balco de negcios dentro do Palcio do Planalto, filme de corrupto embolsando dinheiro, confisso, drama, condenao  priso pelo STF  s no tem arrependimento. Nesta edio, VEJA traz uma reportagem que confirma a regra. Ela revela que o ministro Ricardo Lewandowski, na condio de presidente do Tribunal Superior Eleitoral, orientou subordinados a desconsiderar pareceres que pediam a rejeio das contas de campanha de Dilma Rousseff. Nada desabonador para a presidente, registre-se. Eram irregularidades talvez facilmente sanveis, mas fortes o suficiente aos olhos da lei para atrapalhar sua diplomao. Um e-mail mandado por Lewandowski  prova de que ele agiu. Ao escndalo Siemens no Brasil faltam evidncias slidas. Tanto quanto as autoridades, os reprteres de VEJA as esto buscando.


3. ENTREVISTA  MARCUS VINICIUS COLHO  O CRIME NO PODE COMPENSAR
O presidente da Ordem dos Advogados do Brasil defende mudanas radicais na legislao poltica e o aumento das penalidades a menores infratores para combater a impunidade.
OTVIO CABRAL E LAURA DINIZ

Em 25 de junho, o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil, Marcus Vincius Coelho, reuniu-se com a presidente Dilma Rousseff. Na vspera, ela havia anunciado a convocao de um plebiscito para autorizar a instalao de uma Constituinte para fazer a reforma poltica. Assim que entrou no Palcio do Planalto, Coelho alertou: "Presidente, essa Constituinte  inconstitucional". Ele conseguiu convenc-la de que a iniciativa poderia sair do controle e legislar sobre temas como o controle da imprensa e do Ministrio Pblico, por exemplo. Dilma desistiu da proposta. O maranhense Coelho, o segundo presidente mais novo da histria da OAB, agora trabalha pela aprovao de uma lei pelos caminhos normais do Congresso que puna com rigor o caixa dois eleitoral. 

A OAB lanou uma campanha de coleta de assinaturas para um projeto de reforma poltica. Como  essa proposta? 
As manifestaes da populao nas ruas mostraram que h uma crise muito profunda no modelo de representatividade. A origem desse mal est no sistema eleitoral, que estimula o caixa dois, qu faz com que o candidato, salvo honrosas excees, tenha uma relao imprpria com empresas. Isso gera um parlamentar eleito com vcios de origem, o que distorce a representao poltica. Na maioria das vezes, ele presta contas ao financiador, e no ao eleitor. A Lei da Ficha Limpa cuidou das consequncias do sistema eleitoral. Agora  necessria uma lei que combata as causas desses males. 

Mas quais so as medidas prticas para resolver o problema? 
O financiamento de campanha por empresas deve ser proibido. Apenas as pessoas fsicas podero fazer doaes a candidatos, com um limite mximo de 700 reais, para evitar que o desnvel econmico influencie o resultado da eleio. Alm disso, o valor de gastos com a campanha ser fixado pelo Tribunal Superior Eleitoral. Hoje, cada partido fixa o valor de gasto mximo dos seus candidatos. Com a fixao pelo tribunal, as campanhas ficaro mais baratas.  preciso ainda tornar crime a prtica de caixa dois eleitoral. Nosso projeto prev at oito anos de priso para quem fizer caixa dois, a cassao imediata de quem receber dinheiro por fora e a proibio de contratao pelo servio pblico de empresas que praticaram esse crime. O sistema legal deve passar sempre a mensagem clara de que no compensa praticar o crime. 

Como fiscalizar isso? 
O principal meio  a prestao de contas on-line. Diariamente, as receitas e despesas sero colocadas no site do TSE. E  preciso contar com o papel fiscalizador da sociedade. Essa revolta  uma mostra de que o cidado quer participar. No ano em que a Constituio faz 25 anos,  preciso reafirmar a democracia. A sociedade no deve criminalizar a democracia nem a atividade poltica, mas reafirm-las e aperfeio-las constantemente. 

Como fica a eleio para o Legislativo nesse projeto? 
Para baratear as eleies e aumentar a fidelidade partidria, a Ordem prope um sistema de votao em dois turnos para o Legislativo. No primeiro turno, o eleitor votaria na lista partidria, em cima de projetos e ideias. Isso evitaria o eleito Tiririca, de votar em um e eleger outros cinco que ele nem conhecia. A lista deixar de ser oculta, como  agora, e ser transparente. O controle tico disso  que um candidato sem conceito  eleito hoje porque tem o eleitorado cativo e no contamina a lista de seu partido. Se esse candidato vai para uma lista partidria aberta, o eleitor vai evit-lo, prejudicando o partido. A lgica  que os partidos deixem de lado candidatos desonestos. O grande pecado da lista fechada pura  que o eleitor no escolhe quem quer eleger, mas s chancela decises partidrias. Por isso propomos o segundo turno, no qual o eleitor votar nominalmente. No primeiro turno, definem-se quantas vagas cada partido ter. E, no segundo, quais sero os nomes eleitos. No  a primeira proposta de nenhum partido, mas pode se tornar o consenso de todos eles. 

As manifestaes de junho mostraram o descontentamento do cidado com o servio pblico. O que fazer para tornar o governo mais eficiente? 
Os cartazes dos manifestantes traduziram as reivindicaes: mais sade, mais educao, melhores servios e menos corrupo. A OAB entrou na Justia para que o Congresso legisle sobre a criao de um cdigo de defesa dos usurios de servios pblicos, que est prevista h quinze anos. Hoje um cidado vai ao hospital, no  atendido e no tem a quem reclamar. O nico prejuzo que h para o governante  o poltico. Com o cdigo, o Procon passar a receber queixas contra os servios pblicos. E o governante que no oferecer um bom servio nem respeitar o cidado dever ser punido. 

O ltimo exame da OAB teve 72% dos candidatos reprovados. Isso no  a falncia do ensino de direito no Brasil? 
Em vinte anos, o Brasil saiu de cerca de 200 faculdades de direito para 1300. A qualidade, por bvio, no acompanhou a quantidade. A grade curricular dos cursos  ultrapassada, no se fala sobre mediao e arbitragem, sobre o processo judicial eletrnico. Tudo isso  o futuro do direito. Mas nas faculdades s se fala do passado. No  possvel continuar com um curso de direito que s estimula a litigiosidade. O ensino ainda  feito por professores que se baseiam em doutrina, no h estudos de casos.  preciso estudar os casos e ter um aprendizado prtico; por isso o estgio deve ser ampliado de seis meses para um ano e ser efetivamente prestado. Hoje,  uma farsa. Para melhorar todo esse quadro,  necessrio remunerar melhor os professores. Estamos vivendo uma roda-viva em que a faculdade finge que paga o professor, o professor finge que d aula e o aluno finge que aprende. 

O mercado est saturado. O que fazer com tanto advogado? 
No ltimo exame da Ordem foram aprovadas 32.900 pessoas. O ndice de reprovao ainda  alto, mas temos 60.000 aprovados a cada ano. Esse  o nmero total de advogados existentes hoje na Frana. J temos 800.000 advogados no Brasil, e ainda entra no mercado de trabalho uma Frana por ano.  preciso coibir a abertura de cursos e fechar aqueles que no tm qualidade. 

Casos de grande repercusso, como o julgamento do mensalo e as operaes da Polcia Federal, mostram advogados recebendo milhes de reais. A profisso  bem remunerada? 
H uma pequena ilha de grandes escritrios e advogados famosos que passa a falsa impresso de uma profisso glamourosa. Mas a realidade  dura. H advogados ganhando 20 reais para fazer uma audincia. A grande maioria dos meus colegas busca a sobrevivncia. Essa massificao e proletarizao da carreira precisam ser enfrentadas. 

Como dar celeridade  Justia? 
Em primeiro lugar,  preciso uma mudana cultural, encerrando a era do litgio e fazendo aposta na conciliao, mediao e arbitragem. O advogado precisa entender que o processo moroso no faz bem a ningum. No faz bem  sociedade porque justia tardia  injustia. No faz bem ao Judicirio porque perde credibilidade. No faz bem ao advogado, que se desvaloriza e demora a receber. O juiz e o promotor tambm no podem encarar as modernizaes do sistema judicirio com a mesma cabea cartorial predominante no sculo XIX. Temos de atualizar o modo de pensar das pessoas. Pouco adiantam mudanas legislativas se os intrpretes da lei no se adequarem.  preciso que o sistema tenha menos burocracia e formalismos e mais celeridade. Por fim,  preciso uma mudana estrutural. Temos na presidncia dos tribunais gestes que no se comunicam com as anteriores nem com as seguintes. No h no Judicirio transparncia dos gastos, planejamento, administrao dos processos de acordo com temas. Uma simples organizao traria grandes ganhos sem tirar dos cidados o direito a recursos. 

A OAB reclamou da declarao de Joaquim Barbosa, presidente do Supremo Tribunal Federal, de que os advogados acordam tarde. Depois, pediu explicaes sobre a compra de um apartamento por ele em Miami e recorreu do veto dele  criao de quatro tribunais federais. Os advogados o consideram um adversrio? 
A OAB aprovou uma dura nota pedindo mais respeito do presidente do STF. Essa declarao sobre os advogados mostrou um total desconhecimento da profisso. A Ordem deve sempre ter atuao dura quando se sentir incomodada. Mas deve ter a atitude madura de no transformar casos episdicos em uma generalizao que diminua a importncia do STF. Considero uma perda de energia muito grande as instituies ficarem discutindo declaraes impensadas e fora da realidade. A Ordem faz um apelo a todos os presidentes de poderes para que cuidem do que interessa. O que o presidente do STF est fazendo concretamente para planejar e dar transparncia ao Judicirio? 

Como o senhor responderia a essa sua prpria indagao? 
Essa pergunta deve ser feita ao presidente do STF. Qual o legado para o Judicirio brasileiro que ele est deixando? Ele  quem deve responder a essa pergunta. 

O senhor defende a reduo da maioridade penal? 
A Constituio fixa a maioridade penal em 18 anos. Para ns da Ordem, isso  uma clusula ptrea, que no pode ser modificada. Alm disso, h dados que mostram que essa medida seria incua. Um levantamento do Conselho Nacional de Justia mostra que 47% dos internos em centros de reabilitao tm de 16 a 17 anos e 42%, de 14 a 15 anos. Os crimes que eles cometem so praticamente do mesmo tipo. Portanto, apenas baixar a idade penal para 16 anos no resolver completamente o problema. 

Como, ento, inibir a participao de menores nos crimes? 
Melhorando as condies de vida dos adolescentes, principalmente os mais pobres. Se eles no tm escola, no tm educao profissionalizante, no tm esporte, no so acolhidos pelo estado, podem ser atrados para o trfico. O segundo ponto  ter um sistema de internao que ressocialize. Esse mesmo estudo do CNJ mostra que 70% dos internos foram vtimas de violncia  40% foram violentados sexualmente. E quase a metade reincide  e em crimes mais graves. H um sistema hoje que produz infratores mais agressivos. O terceiro ponto  o sistema legal, que deve passar uma mensagem que desencoraje a prtica de crimes. Os crimes com armas de fogo e a reincidncia devem ter punies mais srias. O Estatuto da Criana e do Adolescente deve ser repensado para que a punio mxima prevista suba de trs para seis anos e para que o infrator no saia em liberdade aos 21 anos, mas somente depois de cumprir integralmente a medida judicial. 

Muitos crimes brbaros so cometidos por presos "indultados" que no voltam  cadeia. O senhor acha que esse tipo de sada temporria deve acabar? 
A Justia concentra as sadas nas datas festivas, o que faz com que um grande nmero de presos seja liberado ao mesmo tempo. A ideia seria no concentrar as sadas em datas especiais, mas espalh-las ao longo do ano em grupos menores. Tambm deve ser implantada a tornozeleira eletrnica para monitorar os presos liberados temporariamente. Por fim, defendo a reduo das sadas nas prises em que muitos presos no voltem. 

As comisses de direitos humanos da OAB se notabilizaram pela defesa dos direitos dos bandidos, nada fazendo pelas vtimas e suas famlias. No  um equvoco? 
Sem dvida. A OAB no pode ser comentarista de casos, mas defensora de causas. O Brasil  signatrio de um pacto pela proteo dos direitos das vtimas de crimes, mas no cumpre com seu papel. O estado precisa dar assistncia social, psicolgica e econmica s vtimas. Ou o estado garante segurana pblica aos brasileiros ou ao menos deve fornecer assistncia s vtimas dos crimes. 


4. LYA LUFT  UM HUMANISMO MAIS HUMANO
     As frases do papa Francisco brotam naturais, sem artificialismo, sem populismo, sem interesse pessoal nem solenidade  nascidas da sabedoria, experincia, realismo e franqueza, como: "Precisamos de um humanismo menos desumano" nesta poca de "feroz idolatria do dinheiro". Homens assim nos do alguma esperana de que o pas mude, carentes que estamos de lderes confiveis, cegamente confiveis, como bons pais devem ser confiveis. 
     Talvez, mudando o pensamento geral, segundo alguns conceitos de Francisco, seja possvel arrumar a casa com projetos realistas: recursos existem. Valorizando mais a vida, olhando o bem do povo  que no so apenas os pobres, mas todos os que trabalham tentando construir um lugar mais respeitado e respeitvel , o humanismo busca o bem do homem. No preciso especificar "do homem e da mulher", pois no somos ignorantes a ponto de no saber que em casos como esse "homem"  agenrico, no se refere apenas ao ser masculino. Porm parece prevalecer entre ns o humanismo desumano: o desvario da ganncia, a luta sangrenta pelo poder, o desrespeito  tica mais elementar, os servios caros, insuficientes, inteis, desviados de sua funo, carentes e pobres.
     Recentemente as televises do pas (repetidas no exterior) mostravam mdicos e enfermeiros tentando desesperadamente salvar a vida de um paciente  no cho de um corredor. No faltavam mdicos: faltavam leitos, aparelhos, limpeza, faltava a essncia que possibilitaria salvar aquela pessoa. Outra reportagem mostrava um mdico com lgrimas nos olhos que acompanhou uma paciente em vrios hospitais, sem conseguir que fosse internada, e ela, com apenas 45 anos, morreu na sua frente. No faltou mdico: faltou lugar decente para sobreviver ou mesmo para morrer, pois nenhum ser humano deve morrer no cho, como um animal.  desse humanismo desumano, centrado no homem consumista e manipulvel, que falava o papa, dizendo ainda que, enquanto houver uma criana passando fome, um jovem sem educao, um velho sem atendimento mdico, ningum dever dormir em paz, como um pai no dorme em paz se a seus filhos falta o elementar. 
     Esta coluna sai prximo do Dia dos Pais: ignoremos as propagandas romnticas mas mercantilistas, os gestos vazios e talvez hipcritas, e, em cada uma dessas datas dedicadas a me, criana, pai, avs, vamos curtir o afeto. O agradecimento. As doces memrias para quem os perdeu. O abrao, o telefonema, o beijo, a risada, a alegria, que na correria cotidiana a gente tantas vezes esquece. Pois essas ocasies, se no contaminadas, podem nos salvar da indiferena ou da selvageria que rondam. O presente pode ser esse telefonema, esse abrao, essa lembrana simples: alis, quanto mais simples, melhor, pois no entramos na corrida consumista, no  preciso sermos "mais generosos" no preo do presente, mas mais amorosos com nosso pai nesse dia. 
     Quem sabe optando por um verdadeiro humanismo vamos descobrir quem desejamos no poder: pessoas que no supervalorizem o poder, mas a justia, a ordem, a eficincia, a misericrdia  que faz parte da grande poltica; que administrem de forma excelente os bens do pas que so do povo, de cada um de ns que trabalhamos para pagar altos impostos com to pouco retorno, ns que sofremos e morremos nos corredores de hospital, sem boa escola, sem transporte decente, fechados em casa pela insegurana geral, de tantas coisas rfos. 
     Essa mudana de pensamento e postura comea na nossa famlia, no primeiro convvio que nos forma  e dali pode se espalhar como conceito e prtica pelas comunidades, pelas cidades, pelo pas. Assim veremos que  possvel haver lderes que sejam presena alerta e aberta, trabalhando, acima e alm de crenas e ideologias, por mais justia, dignidade, amparo, crescimento para seu povo  como faz por sua famlia um pai que no  proprietrio nem capataz, mas parceiro e cuidador. 


5. LEITOR
TRAGDIAS NO TRNSITO
Parabns pela reportagem  pior ainda" (7 de agosto).  impercia, irresponsabilidade e total ausncia de respeito pelo prximo destacadas pela reportagem, soma-se a grande impunidade que  comum no Brasil, onde raras vezes algum  devidamente responsabilizado por crimes provocados no trnsito. Lamentavelmente, em nossa sociedade, a posse de carro exerce um simbolismo muito forte de ascenso na escala social que faz com que muitos de seus proprietrios se sintam acima dos demais cidados. Precisamos valorizar mais a vida  a nossa e a do prximo.
LUIZ VALRIO P. TRINDADE
So Paulo, SP

Excelente a reportagem de VEJA. Se todo o dinheiro da arrecadao de multas de trnsito fosse investido em educao, sinalizao, fiscalizao e medicina de trnsito, em vez de virar fome de arrecadao, e se tivssemos um juizado de trnsito rpido e efetivo, poderamos reverter esse quadro. Enquanto as multas forem fonte de arrecadao, o interesse do estado  o descumprimento da lei, mesmo que digam timidamente o contrrio.
JOS ERNESTO MANZI
Florianpolis, SC

Curioso e impressionante ler, na brilhante reportagem de VEJA, sobre as estatsticas de violncia no trnsito. No tinha noo de quantos brasileiros perdem a vida nas ruas e estradas.
MOISS DA SILVA FILHO
So Francisco do Conde, BA

No Brasil h uma perversa combinao de falta de educao (incluindo a que vemos no trnsito), fiscalizao insuficiente e precria. Justia que no pune (leis confusas acrescidas da eterna lentido na punio, quando esta ocorre) e o completo desrespeito dirio dos nossos motoristas e pilotos. No fim, os condenados somos ns,  espera de solues e polticas adequadas que nunca chegam.
GUILHERME AUGUSTO BARUCKE MARCONDES
Santa Rita do Sapuca, MG

Hoje, o que se observa  a formao deficiente de condutores brasileiros, pois ainda falta um sistema de preparo de motoristas, como ocorre na Alemanha, conforme explicitado na reportagem.
VERGLIO PEREIRA CARVALHO
Rio Verde, GO

A reportagem de VEJA nos traz a certeza de que para qualquer pas "no existe soluo que no passe pela educao". De nada adiantam medidas mais duras para coibir os transgressores, uma vez que a soluo se encontra muito alm das rgidas penalidades hoje impostas. Educao na mesma proporo de investimentos para a Copa, urgente!
JLIO URNAU
Braslia, DF

No Trnsito brasileiro faltam mais ao, educao e fiscalizao.
MARLO VINICIOS DUARTE LEMOS
Joinville, SC

Li sobre os acidentes de trnsito  muitos deles nunca so finalizados em julgamento. Eu e minha famlia sentimos essa dor desde 2006, quando meu irmo de 30 anos, saudvel e dinmico, foi atropelado por um carro com cinco jovens  um deles com 17 anos  que vinham de um forr s 7 da manh, nas proximidades de Fortaleza. Meu irmo estava em p, atrs do seu carro, pegando material para reparar um pneu, quando foi atingido pelo carro desses jovens, que estavam brincando, embriagados e com sono. O caso nunca foi julgado. E, quando vou atrs dos processos, o que recebo como resposta  que o caso pode ter caducado. Meu irmo faleceu no local, com traumatismo cervical. Meus pais sofrem. Os jovens continuam livres e com habilitao.
OLAVO PEREIRA XIMENES JNIOR
Fortaleza, CE

 preciso ser muito mais realista ainda. Sou paulista e moro em Pernambuco h pouco mais de um ano. O que mais tem me assustado nesse tempo  que, em funo de uma mobilidade social das pessoas mais pobres, est existindo uma grande permissividade por parte do poder pblico, em suas vrias esferas, principalmente nos assuntos relacionados ao uso de motocicletas e das pragas urbanas chamadas de "cinquentinhas", que trafegam nas cidades e rodovias sem licenciamento e, com certeza, conduzidas por pessoas sem a CNH e nenhuma noo de regras de trnsito. Ver pessoas sem capacete nas cidades e estradas da regio, pilotando suas cinquentinhas",  regra, e no exceo. Outro dia, entre Lagoa do Itaenga e Carpina (bem perto de Nazar da Mata), em uma rodovia estadual asfaltada flagrei uma cena aterrorizante: uma "cinquentinha" sem placa era pilotada por uma jovem, tendo na garupa uma senhora, e entre elas uma criana de uns 5 anos  e, pasmem, a senhora levava um beb em seus braos. Claro que todos sem capacete. Quem estava assumindo riscos: essas irresponsveis ou eu, que dirigia um veculo em situao regular e com minha carteira de habilitao vlida? A resposta pode estar no Hospital da Restaurao...
HENRIQUE COSTA FILHO
Recife, PE

Gostei muito da reportagem especial sobre a tragdia no trnsito do Brasil. Sou policial rodovirio federal e convivo com isso diariamente. Vi que foram usadas estatsticas de 2012. Uma das rodovias mais perigosas do Brasil est no extremo oeste de Santa Catarina (BR 282), infelizmente. So 29 mortos em um acidente em maro de 2011; 27 mortos e mais de 100 feridos em outubro de 2007: e 12 mortos em agosto de 2001. Sempre alerto os motoristas que usam as rodovias BR 163, BR 282 e BR 158, que pertencem  base PRF de Maravilha (SC), de que estas rodovias esto entre as mais perigosas do Brasil.
PLOUDINEI IRONI MALLMANN
So Miguel do Oeste, SC

JOO UBALDO RIBEIRO
Foi um prazer ler o artigo "Ns, os desordeiros" (7 de agosto), do escritor Joo Ubaldo Ribeiro. Ns, os brasileiros, somos transgressores por natureza. Parece que est nos genes. Se aqui for aplicada a tolerncia zero, no sobraro muitos de ns.
RITA MARIA PAULO DE FRONTIN
Por e-mail

Joo Ubaldo Ribeiro traduziu com irrepreensvel fidelidade o pensamento e os conceitos morais de todos os cidados que ainda primam por princpios ticos, hoje to escassos no seio da sociedade brasileira, boa parte dela inapta ao exerccio do esprito de civismo e civilidade ptrios.
FERNANDO G. HABIB
Salvador, BA

CARTA AO LEITOR
A Carta ao Leitor "A escolha  sua" (7 de agosto) nos remete  boa mxima de que o homem no  livre porque  responsvel, e sim responsvel porque  livre.
MAURUO EBERLE
Limeira, SP

GUIDO MANTEGA
Brilhante a entrevista com o ministro da Fazenda, Guido Mantega ("A inflao  a pior coisa", 7 de agosto). Estamos, porm, em um momento que exige que trabalhemos mais e falemos menos. Com o dlar na casa dos 2,30 reais e depois de o quilo do tomate ter chegado a custar 8 reais (e at mais em alguns pontos de venda), no temos tempo para projetos utpicos. Precisamos trabalhar bastante para resolver o problema que est a.
YURI OLIVEIRA
Guaruj, SP

Insossa, superficial, irrealista a abordagem feita pelo ministro Guido Mantega, na entrevista a VEJA. Ele fala como se no fosse o responsvel pela poltica econmica atual. Apenas fazer previses otimistas nada resolve. Tem de ser objetivo, responsvel e realista.
FERNANDO DE ARAJO WAGNER
Niteri, RJ

O Brasil no precisa e no pode ter um BNDES diminudo em seu papel. O que tinha de ser garantido  o foco correto do banco, uma direo firme e forte em favor do desenvolvimento do pas.
OSNY MARTINS
Joinville, SC

J.R. GUZZO
Excepcional o artigo "A negao da justia" (7 de agosto), sobre a pseudo-Justia brasileira.  infindvel o nmero de relatos Brasil afora sobre desvios de conduta de advogados, juzes, desembargadores e ministros de tribunais superiores.
FLAVIO J. PAGNAN
Caxias do Sul, RS

A chegada de Lus Roberto Barroso ao Supremo Tribunal Federal s veio trazer brilhantismo. Querer pr todos na cadeia sem um devido processo legal  algo, sim, de que devemos ter medo e o no respeito s leis.
FERNANDA VALERIANO
Aracaju, SE

Senti arrepios s em pensar no que uma viso "barrosiana" de justia faria ao julgamento do maior escndalo de corrupo j visto neste pas.
VERA TERESINHA FORTTI
Cascavel, PR

Muito sbio o texto "Pensamentos simples", do jornalista J.R. Guzzo, sobre o papa Francisco. Porm me atrevo a fazer uma correo quando ele afirma: "Pelos critrios vigentes, um catlico no pode ser gay, nem divorciado, nem casado com uma segunda mulher". Desde 2000 eu e minha esposa fazemos parte da Pastoral de Casais em Segunda Unio, Pastoral Familiar, da Arquidiocese de Macei. Sugiro ao eminente jornalista uma leitura da Exortao Apostlica Familaris Consortio em seu nmero 84, escrita pelo beato papa Joo Paulo II, em que ele fala sobre o acolhimento da Igreja aos casais em segunda unio. Estamos totalmente integrados  Igreja Catlica e participamos de todos os seus ritos, liturgia e eventos, exceto o recebimento dos sacramentos da penitncia e da eucaristia.
FERNANDO CARLOS LOBATO TENRIO
Macei, AL

Alguns pontos abordados no artigo "Pensamentos simples'', de J.R. Guzzo, fazem parte da minha histria de vida. Sou me de um menino de 4 anos, e com muito orgulho ele  aluno de um colgio catlico. Em nenhum momento relacionei o colgio com pedofilia. Nos colgios catlicos ainda se ensina uma coisa que anda muito esquecida: valores! Vivo um casamento de segunda unio e no sou excluda do catolicismo. Quando ainda vivia na superficialidade, achava que a Igreja era excludente, mas, aps uma conversa de mais de duas horas com o padre Ervino, um padre tradicional, j com certa idade, entendi perfeitamente a sabedoria e a posio da Igreja. Sinto-me plenamente acolhida e feliz por ser catlica. Com Francisco, certamente a Igreja est em boas mos.
ADRIANA CRISTINA DE GODOI
So Bernardo do Campo, SP

A Igreja Catlica  uma instituio firme, com pilares dogmticos bem definidos. E um deles, de baixssimo ibope,  o da "porta estreita".
MARIA R. CARVALHO
Belo Horizonte, MG

Deus jamais far distino entre aqueles que possuem ou no carteirinha de filiao a uma Igreja ou a qualquer outro segmento religioso.
MARCOS BAZZANA DELGADO
So Paulo, SP

Venho cumpriment-los pelo belo artigo "A negao da justia", de J.R. Guzzo. Insupervel! Senti, diante do talento do jornalista, a fraterna indignao do cidado, que produziu o mais belo e preciso texto que li sobre a sandice juridico-penal que tomou conta do pas. Pela construo dos "desvalores" sociais imperantes, verdade seja dita, so responsveis todos os que sempre apostaram em ''quanto pior melhor".  a eles que devemos atribuir o clima de guerra civil em que vivemos, o fomento da cultura da criminalidade e o "sucesso" de nossa derrocada tico-social. A tal ponto tutelaram o criminoso, a tal ponto a baixa cultura brasileira o incensou (com msicas, filmes e literatura engajados), que ficou "charmoso" ser bandido. O texto foi cirurgicamente ao ponto.
EDILSON MOUGENOT
So Paulo, SP

PAPA FRANCISCO
O papa Francisco voltou para casa, e agora  necessrio que ns, brasileiros, nos apropriemos com vigor das mensagens que ele deixou por aqui. Alm da humildade, ele nos legou um conceito importante para o nosso atual momento poltico: o conceito de "cercanias". Transpondo-o para a poltica, talvez o papa tenha levantado  ainda que sem querer  o principal problema que existe hoje entre o Congresso Nacional e o povo brasileiro: o distanciamento. Polticos s vo s ruas quando precisam levantar votos; quando, em campanha, procuram a proximidade com o povo para disso tirar proveito. Quando precisam de votos, beijam criancinhas, como o papa, para logo em seguida esquec-las, completamente encastelados em seus gabinetes em Braslia. Ento, pode-se dizer que a to propalada crise de representao, nada mais  que a falta de cercania dos polticos com o povo que os elege. Eis uma lio de Francisco que os polticos poderiam internalizar durante os seus mandatos.
SRGIO PEIXOTO MENDES
Porto Alegre, RS

BERTHOLD BEITZ
A seo Datas (7 de agosto) noticiou a morte do empresrio alemo Benhold Beitz, aos 99 anos, que, durante a II Guerra Mundial, ajudou a salvar centenas de judeus dos campos de concentrao. Berthold Beitz foi tambm atleta e integrante do Comit Olmpico Internacional, tendo sido companheiro de meu av Sylvio de Magalhes Padilha naquela entidade. Os dois foram, inclusive, membros do Comit Executivo da organizao. Tive a honra e o privilgio de ter conhecido Berthold Beitz e convivido com ele.
ALBERTO MURRAY NETO
So Paulo, SP

PARA SE CORRESPONDER COM A REDAO DE VEJA: as cartas para VEJA devem trazer a assinatura, o endereo, o numero da cdula de identidade e o telefone do autor, Enviar para: Diretor de Redao, VEJA  Caixa Postal 11079  CEP 05422-970  So Paulo  SP; Fax (11) 3037-5638; e-mail: veja@abril.com.br. Por motivos de espao ou clareza, as cartas podero ser publicadas resumidamente. S podero ser publicadas na edio imediatamente seguinte as cartas que chegarem  redao at a quarta-feira de cada semana.


6. BLOGOSFERA
EDITADO POR KTIA PERIN kperin@abril.com.br

ESPELHO MEU
LCIA MANOEL
CABELOS
Muitas mes passam por uma intensa queda de cabelos aps o nascimento do beb. Mas eu tenho boas notcias para elas: se no houver um motivo de sade por trs da queda, depois de alguns meses os fios voltaro naturalmente a crescer. Suplementos vitamnicos e loes que estimulam o crescimento dos fios podem encurtar o tempo de recuperao. www.veja.com/espelhomeu 

CHEGADA
RENATO DUTRA
PERSONAL TRAINER
No acho que o treinador virtual, aquele que instrui alunos a distncia, seja o modelo ideal de acompanhamento e orientao para quem pratica atividade fsica. Ainda assim,  melhor do que as pessoas se guiarem apenas por recursos tecnolgicos, como os tantos aplicativos e sites especializados de hoje em dia. www.veja.com/chegada

COLUNA
RODRIGO CONSTANTINO
OBAMA
H duas formas de aprender: a inteligente e a burra. Aquela  pela observao, e esta  apanhando na prpria pele. Temos o privilgio de observar o estrago que o governo americano fez ao assumir o mercado de crdito imobilirio nos EUA. Vamos aprender com essa observao? Ou teremos de sofrer a mesma dor para, finalmente, compreender que governo e crdito hipotecrio no combinam?
www.veja.com/rodrigoconstantino

SOBRE PALAVRAS
ALGAZARRA E ALARIDO
Existem em portugus duas bonitas e tradicionais palavras  ainda muito vivas  que, alm de carregar o sentido de gritaria, baguna, bulcio, azfama, balbrdia, compartilham o fato de terem vindo da guerra: algazarra e alarido. Hoje domesticadas, com conotaes at familiares, ambas j tiveram a acepo de gritaria das tropas no campo de batalha.  curioso o modo como a passagem dos sculos apaziguou essas palavras at que um ar de inocncia bagunceira permitisse a Olavo Bilac escrever os seguintes versos, no poema Meio-Dia: "H recreio nas escolas: / Tira-se, numa algazarra. / A merenda das sacolas'".
www.veja.com/sobrepalavras

SOBRE IMAGENS
NOVA YORK NO COMEO DO SCULO XX
Fundado em 1804, o museu Sociedade Histrica de Nova York  o mais antigo da cidade e guarda em torno de 1 milho e meio de obras. Parte desse acervo, entre pinturas, esculturas e desenhos,  a rica coleo de fotografias que retratam a cidade no fim do sculo XIX e comeo do XX. No blog, mostramos uma seleo que comea em 1880 e vai at 1929 e revela Nova York com poucos prdios, cavalos e bondes nas ruas.
www.veja.com/sobreimagens

QUANTO DRAMA
CLSSICOS DAS NOVELAS
A novela gua Viva venceu a enquete promovida pelo canal Viva. A trama, assinada pela dupla de luxo Gilberto Braga e Manoel Carlos em 1980, volta ao ar em 30 de setembro,  meia-noite, substituindo Rainha da Sucata, de Silvio de Abreu. Pioneira do estilo que se chamou depois de "novela solar", a aproveitar o Rio de Janeiro e suas modas de vero, ela concorreu com O Dono do Mundo (1991), Fera Ferida (1993) e A Indomada (1997)  teve 41,7% dos votos. A histria  sobre os irmos Miguel Frasonard (Raul Cortez), cirurgio plstico elegante, e Nelson (Reginaldo Faria), playboy que vive de renda. Os dois disputavam o corao da charmosa Lgia (Betty Faria).
www.veja.com/quantodrama

 Est pgina  editada a partir dos textos publicados por blogueiros e colunistas de VEJA.com


7. EINSTEIN SADE  A VOZ DO PACIENTE
Opinies dos pacientes ajudam hospitais a identificar caminhos para melhorar processos e prticas.

     Vrias iniciativas tm tornado os hospitais lugares que, alm do tratamento adequado, proporcionam acolhimento e atendimento humanizado ao paciente. Permitir que ele escolha entre itens do cardpio, o horrio para que o almoo seja servido ou o horrio de determinados exames e procedimentos, criar unidades individualizadas na UTI para garantir maior privacidade, autorizar a visita de animais de estimao, enfim,  imensa a gama de novidades que vm sendo introduzidas nas prticas e processos das instituies, muitas delas originadas das demandas, experincias e percepes dos pacientes. 
     Os hospitais se preocupam cada vez mais em conhecer as opinies e preferncias dos pacientes e criam mecanismos que favoream um maior envolvimento e participao nas decises sobre seu tratamento. A estratgia de colocar o paciente no centro das atenes e faz-lo ator de assuntos de seu interesse tornou-se caminho importante para a melhoria da prtica mdica e assistencial. No custa lembrar que cuidado e humanizao no atendimento, acolhimento, transparncia, respeito s individualidades so fatores importantes no processo de assistncia, contribuindo para a recuperao, o conforto e o bem-estar dos pacientes. 
     O paciente pode dar subsdios valiosos s instituies que souberem ouvi-lo, direcionando aes para o aperfeioamento ou implementao de servios, adequaes arquitetnicas, incorporao de novas tecnologias, mudana nas prticas e processos assistenciais. 
     Mas como ouvir o paciente? So muitas as ferramentas que os hospitais tm adotado. Servios de Atendimento ao Cliente bem-estruturados e proativos podem funcionar como termmetros dirios para captar demandas, queixas e sugestes dos pacientes. Outra boa fonte so as pesquisas formais de satisfao quanto a diferentes aspectos dos servios prestados pela instituio. Canais de comunicao, dentre eles as redes sociais, fortalecem o arsenal de interao com os pacientes. Comeam a surgir tambm no Brasil iniciativas mais ousadas, em linha com o que ocorre em respeitadas instituies internacionais, como a criao de conselhos consultivos de pacientes. Esses conselhos tm uma agenda de reunies peridicas com diretores e gestores da instituio para discutir temas relativos ao atendimento e servios prestados pelo hospital. 
 uma dinmica que permite  instituio identificar oportunidades de melhoria e investir em iniciativas que brotam do olhar e da percepo dos pacientes e que se revertero em benefcios para eles.

Saiba mais sobre este e outros assuntos no site www.einstein.br
Sugira o tema para as prximas edies: paginaeinstein@einstein.br
Sua sade  o centro de tudo.
f/hospitalalberteinstein
t@/hosp_einstein
Youtube/HospitalEinsten

Responsvel Tcnico:
Dr. Miguel Cendoroglo Neto - CRM: 48949


